****************** Um blog dedicado ao meus alunos da Rede Pública e Privada de Ensino. ******************

Seminário IECD - Escolas Normais do Rio de Janeiro - 3º Ano

1 - Instituto de Educação do Rio de Janeiro
http://www.scielo.br/pdf/es/v38n138/1678-4626-es-ES0101_73302016139962.pdf
http://www.cafehistoriaefilosofia.com.br/2015/11/iserj.html 



2 - Escola Normal Carmela Dutra –
As normalistas chegam ao subúrbio... 
 Cap. 2 de As Normalistas Chegam ao Subúrbio
http://www.educacao.ufrj.br/ppge/dissertacoes2015/dfabiosouza.pdf 


3 - Escola Normal Sarah Kubitschek – 
 As Normalistas do Rio de Janeiro (Tese)
Introdução Cap 3 e “A ‘Brasília de Miécimo’: Escola Normal Sarah Kubitschek”
http://www.educacao.ufrj.br/ppge/teses2017/tFabioSouzaLima1.pdf 
http://www.educacao.ufrj.br/ppge/teses2017/tFabioSouzaLima2.pdf 


4 - Escola Normal Heitor Lira – 
 As Normalistas do Rio de Janeiro (Tese)
Introdução Cap 3 e “Na Raça: Escola Normal Heitor Lira”
http://www.educacao.ufrj.br/ppge/teses2017/tFabioSouzaLima1.pdf 
http://www.educacao.ufrj.br/ppge/teses2017/tFabioSouzaLima2.pdf 


5 - Escola Normal Inácio Azevedo do Amaral –
 As Normalistas do Rio de Janeiro (Tese)
 Introdução Cap 3 e “A ‘Vitória’ do Diário Carioca: Escola Normal Ignácio Azevedo do Amaral”
http://www.educacao.ufrj.br/ppge/teses2017/tFabioSouzaLima1.pdf 
http://www.educacao.ufrj.br/ppge/teses2017/tFabioSouzaLima2.pdf 


6 - Escola Normal Júlia Kubitschek – 
 As Normalistas do Rio de Janeiro (Tese)
Introdução Cap 4 e “A Ordem do Presidente: Escola Normal Júlia Kubitschek”
http://www.educacao.ufrj.br/ppge/teses2017/tFabioSouzaLima1.pdf 
http://www.educacao.ufrj.br/ppge/teses2017/tFabioSouzaLima2.pdf 

São os Políticos alienígenas?

São os Políticos alienígenas?

Falamos tão mal dos nossos políticos diariamente, não é mesmo? Mas esses homens que parecem viver em um plano tão distante do nosso seriam mesmo tão diferentes de nós? Todas as vezes que inicio uma aula de filosofia política ou um bate-papo com os amigos pergunto o que acham da política e dos políticos do Brasil. A resposta é sempre a mesma, e para economizar tempo, devo dizer que ela gira em torno do termo corrupção. Começa então um árduo trabalho de desconstruir alguns dos conceitos cristalizados nas cabeças dos meus alunos (e até dos que não são meus alunos) ou de fazê-los pensar qual é o papel deles nessa história toda de corrupção.
Ora, aqueles políticos por caso tiveram uma educação diferente da nossa? Eles não nasceram no mesmo país e, via de regra, sofreram as mesmas influências culturais que nós também vivenciamos? A nossa Constituição não afirma que somos todos iguais perante a lei? Não temos todos os mesmos direitos e deveres? De uma forma ou de outra, mesmo sob os benefícios de alguns de terem nascido em famílias abastadas, eles também não enfrentaram, as mesmas turbulências políticas e econômicas impostas por contextos nacionais ou internacionais? Então, eles vieram de outro planeta? Afinal, o que faz deles, pessoas diferentes de nós, senão o fato deles terem — por meio de nossa anuência nas urnas eleitorais — poder de decisão sobre para onde irão os valores recolhidos com tantos impostos que pagamos?
O que eu ou você faríamos se estivéssemos no lugar deles?
Acho que já ficou claro até aqui que estamos falando de ética. E você também já deve ter percebido que estar como político é uma profissão como também é estar professor, como é também estar jornalista, como é estar motorista de ônibus, estar comerciante, etc. Você deve ter notado que corrupção não é uma exclusividade dos políticos, mas é um problema ético enfrentado em todas as categorias de trabalho que conhecemos em nosso gigante país. Logo, a corrupção não está na política, mas nas pessoas que ascendem aos cargos da política. E já que essas pessoas não são alienígenas, quem seriam senão nós mesmos?
O termo corrupção vem do latim corruptus, isto é, quebrar em pedaços. Em seu uso como verbo (corromper), a descrição faz ainda mais sentido: tornar pútrido, estragar algo que até então funcionava perfeitamente. Então, constatamos que quando agimos de forma ética, isto é, de acordo com os valores morais que esperamos para nós mesmos e para os outros, agimos de forma a manter em boas condições a nossa conduta como professores, jornalistas, motoristas de ônibus, comerciantes, e, claro, entre outros, políticos! Será que todos nós agimos assim? Vejamos alguns exemplos do dia-a-dia:
Fazer gato de luz é corrupção! De água também! E de canais a cabo, idem! Olha, ver filmes pela internet sem que sejam pagos os direitos autorais dos atores e diretores também é corrupção. E adivinhe, baixar músicas sem pagar, também é corrupção! Usar assento ou vaga no estacionamento preferencial de idosos e portadores de necessidades especiais constitui uma quebra dos valores morais que se espera de um cidadão, resultado: é corrupção. Usar software pirata, mesmo com a desculpa de que eles são muito caros, também é! Comprar roupa pirata também... E cara, entre outras coisas, colar na prova da escola, também é corrupção!

O quero deixar claro é que devemos ter cuidado ao culpar o outro sem refletir sobre os nossos atos. Devemos pensar, portanto, que se queremos mudar a qualidade de nossa política e dos nossos políticos, devemos mudar a qualidade de nós mesmos, isto é, de nós mesmos enquanto cidadãos (termo que aliás, em grosso modo, significa ser político na cidade). E o caminho evidente para essa melhora é o investimento em educação, ninguém duvida. Mas não qualquer educação, e sim uma educação crítica que faça com que os jovens se coloquem no lugar do outro, percebendo assim que mesmo aquela pequena corrupção que cometemos em nosso dia-a-dia pode causar efeitos nefastos no decorrer da nossa história de vida e da história do nosso país.

Fábio Souza Lima