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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Professores do Estado em Greve

Professores do Estado em Greve.

Nesta terça dia 7 de junho, em uma Assembléia que contou com a participação de mais de 2000 professores, os profissionais da rede Estadual de educação decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Na Assembléia que transcorreu em um ritmo bastante agitado, foram ouvidas falas de diversos professores e também discursos de outros setores da sociedade em apoio à luta dos profissionais da educação. Com destaque para os bombeiros, que estão em greve e compareceram a reunião docente para somar forças na luta contra o mau comum promovido pelo governo Cabral.

Além da solidariedade a luta dos bombeiros que através de suas ações desmostraram a todos os trabalhadores que sofrem com o Governo do Estado que  o Governador não é invunerável a críticas e que a população pode sim estar ao lado de nossa luta assim como estão da deles. A  pauta de reivindicações docente defende: Reajuste salarial de 26%; incorporação imediata da gratificação do Programa Nova Escola; e descongelamento do plano de cargos dos funcionários administrativos das escolas estaduais.



Só uma greve diferente e inteligente pode nos levar a vitória.

O estado atual em que nossa educação se encontra não é resultado puro e simples dos ataques dos  terríveis governos que se sucedem a anos no Estado do Rio de Janeiro. Muito se deve a ineficiência das ações e estratégias dos movimentos e organizações políticas dos trabalhadores que insistem em repetir pensamentos anacrônicos e equivocados que só levam a derrota dos trabalhadores frente aos ataques que sofrem.

Entrar em uma greve sem considerar que temos que mudar a maneira de agir e pensar é perca de tempo. Se basear em uma burocracia centralizadora e em fórmulas antiquadas de ação só irá desmoralizar ainda mais nossa categoria.

Temos de nos afastar da idéia de uma greve convencional, onde os professores grevistas vão para casa, ou muito de vez em quando se arrastam até pequenas passeatas no centro da cidade cheia de jargões políticos repetidos de cima de carro de som por militantes profissionais.

Temos de nos afastar também da idéia de que simples passeatas e pequenos anúncios em TVs e rádios vão fazer a população ficar a nosso lado. A mídia que se baseia no critério econômico para determinar sua posição está contra nós 24 horas do dia, e é um instrumento indispensável do Governo pois recebe rios de dinheiro do mesmo.

Vamos fazer uma greve inteligente, de ocupação. Nada de deixar a mídia e os professores conservadores formarem a opinião de nossos alunos e de seus pais. Vamos aos colégios para mostrar o nosso ponto de vista sobre a nossa luta que é justa e necessária.

Mas vale mobilizar um colégio inteiro para ações de greve diferenciadas dentro dos próprios colégios, do que insistir em posturas centralizadoras tais como exigir do grevista a não assinatura de ponto. Este tipo de ato é um tiro no próprio pé, já que somos uma categoria que necesita do salário do mês para sobreviver, muitos querem ajudar na luta mas não podem ver seu ponto cortado mesmo que seja por um mês que seja (filhos, contas, dívidas).

Paralelo as mobilizações maiores vamos fazer atividades de greve dentro dos colégios que trabalhamos, para ganhar apoio docente, estrudantil e da comunidade escolar. Por exemplo: Seções de filmes críticos ao governo do Estado são bem úteis nesse momento. E filmes assim temos aos montes, de filmes mais independentes até coisas como o Tropa de elite 2. Outra opção é atos descentralizados na frente dos colégios que estamos.

Lembrando parando uma fábrica de maneira simples, paramos de produzir lucro para o patrão.Já parando uma escola de maneira simples conseguimos é dar argumentos para a mídia e o governo falar mau de nossa categoria. Temos de transformar nossas escolas em "escolas de subversividade". utilizar nosso tempo nos colégios para desmascarar o Governador Cabral frente a sociedade.

Por fim, vamos utilizar os novos meios de comunicação como arma: blogs, sites, canais como o youtube. Pela internet podemos nos comunicar livremente, pelas emissoras privadas não!

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