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sábado, 9 de julho de 2011

Educação estadual decide manter greve

Educação estadual decide manter greve

Em assembleia realizada na tarde
 desta sextadia 8, os profissionais
de educação das escolas públicas
estaduais decidiram manter a greve,
 iniciada dia 7 de junho (32 dias).
A categoria analisou que o anúncio
do governo de antecipar apenas um
 ano de pagamento da gratificação
 Nova escola para os professores é
 insuficiente. O governo também
 não anunciou um reajuste salarial. Na terça, dia12, às 11h, haverá um ato público em
 frente à Assembleia Legislativa. Logo após será realizada assembleia no mesmo local.

Eis as principais reivindicações da categoria: reajuste emergencial de 26%; incorporação
imediata da gratificação do Nova Escola; descongelamento do Plano de Carreira dos
Funcionários Administrativos.

Ontem, dia 7, a 3ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça concedeu uma
 liminar em favor do Sepe que impede que o governo estadual promova cortes no
ponto dos profissionais de educação que estão fazendo a greve. A decisão foi
proferida no processo nº 0181463-81.2011.8.19.0001, de autoria do juiz Plínio
Pinto Coelho Filho. Além de impedir osdescontos dos dias parados, o juiz determinou
 que seja efetuada a devolução, em folha suplementar, dos valores que porventura
 já tenham sido indevidamente descontados da categoria.

assembleia de hoje reafirmou que os baixos salários e as más condições de
 trabalho levaram os profissionais deeducação à greve e que o governo não
apresentou propostas concretas para melhorar esta situação. O piso salarial do
professor é de R$ 638,00; o do funcionário da escola, R$ 433,00. Para os
 profissionais de educação, o governo estadual por causa dos baixos investimentos,
 é o responsável pelo descumprimento do direito de todo cidadão a uma educação
 de qualidade, pública e gratuita.

Além das reivindicações citadas acima, a categoria luta por: reforma urgente da
 estrutura física das escolas; regulamentação dos animadores culturais; eleição
 de diretores de escolas; concurso público para professor e funcionário; paridade
 para os aposentados; e a revitalização do Iaserj.

O Sepe enviou a pauta de reivindicações para o governo em fevereiro e iniciou
greve somente em junho. Apesar de todo este tempo, até hoje o governo continua
 sem apresentar uma proposta concreta de valorização salarial. Por isso a greve
continua.

http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=2259

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