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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Professores grevistas darão aulas ao ar livre e prometem arraial em protesto contra o governo


Professores grevistas darão aulas ao ar livre e
prometem arraial em protesto contra o governo

Categoria diz que continuará acampada até novo encontro com secretário
Sérgio Vieira, do R7 | 13/07/2011 às 13h02 | Atualizado em: 13/07/2011 às 13h25
Sérgio Vieira / R7
professores
Professores estão em greve há mais de 30 dias







Os professores que estão 
acampados em frente ao 
prédio da Secretaria Estadual 
de Educação, na rua da Ajuda,
 no centro do Rio, pretendem 
dar aulas ao ar livre ao longo 
desta quarta-feira (13) e 
promoverão no final do dia um 
arraial como uma forma de 
criticar o governo.
A manifestação segue firme nesta
 quarta-feira, com apitaços e 
frequente cantoria, entoando 
frases contra o governo e pedindo
 a adesão dos pedestres. Muitas 
pessoas que passam pelo local 
param para conversar com os
 professores e cumprimentá-los 
pela iniciativa.
Com 25 anos de profissão, a professora Iacy Langer, que dá
 aulas para formar outros professores, mostra-se indignada
 por trabalhar há tanto tempo na mesma área e não ter sido reconhecida
 ou recebido oportunidades de crescimento
 ao longo de sua carreira. O último contracheque da
 professora foi de R$ 1.349,10.
- Felizmente, não tenho dívidas por que tento me manter 
dentro do pequeno padrão que me resta. Não dá para
 entender como o povo continua elegendo pessoas que prejudicam 
nosso Estado. Infelizmente o povo erra e são os funcionários estaduais que sofrem.
Segundo o diretor do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), 
Adriano Santos, há três anos a categoria não tem reajuste de salário. Ele afirma
 que uma nova rodada de negociação está marcada para a tarde desta quinta-feira (14)
 com os secretários de Educação,Wilson Risolia, Planejamento, Sérgio Ruy e de Governo,
 Wilson Carlos. Até lá, eles prometem continuar acampados em frente à secretaria.
Aumento de 9,2%
Em nota, o secretário de Estado de Educação disse que a invasão do prédio da 
secretaria foi desnecessária, pois sempre houve diálogo com a categoria, e reforçou
 que tem se mantido aberto ao diálogo.
O secretário lembrou que o governo antecipará para os professores mais uma parcela
 do programa Nova Escola, a de 2012 para 2011, e para o funcionários técnico-administrativos,
 todas as parcelas restantes do Nova Escola.
O impacto estimado no valor do vencimento-base, de junho para julho, será de 
aproximadamente 9,2%. O salário base do docente de 16 horas semanais, por exemplo,
 passará de R$ 765,66 para R$ 836,10. Essas medidas beneficiarão cerca de 167 mil 
servidores da educação, entre ativos, inativos e pensionistas; e representarão um esforço
 orçamentário de R$ 711 milhões em 2011.


A próxima assembleia da categoria está marcada para a sexta-feira às 14h, no Club Municipal,
 na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.
Segundo o Sepe-RJ, professores com nível superior têm piso de R$ 765,66 e os demais, 
R$ 680. Ainda de acordo com o Sepe, funcionários administrativos recebem R$ 433, 
além da gratificação de R$ 100.
A greve dos professores já dura mais de um mês. Segundo o sindicato, 60% da categoria
 aderiu à paralisação. A Secretaria Estadual de Educação, por outro lado, diz que poucas
 escolas estaduais estão paradas e que a maioria dos 51 mil profissionais está em sala de aula.
Acampamento
Aproximadamente 60 líderes grevistas ficaram acampados diante do prédio onde fica a sede
 da Secretaria Estadual de Educação, na rua da Ajuda, no centro do Rio de Janeiro. Nesta 
manhã, a entrada principal do prédio estava fechada. A tentativa de invasão dos manifestantes
 (bem sucedida para quase 50 pessoas) estilhaçou a porta de vidro. Os funcionários do prédio
 estão entrando por outro acesso.


Durante a tarde de terça-feira (12), Risolia e um grupo de professores e sindicalistas se
 reuniram por cerca de três horas na sede da secretaria, após a ocupação do prédio,
 mas nenhum acordo foi fechado
Para o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol), a situação é grave, já que o governo não
 ofereceu nada relevante para os grevistas.
- No que diz respeito, por exemplo, aos funcionários administrativos, todo reajuste que 
o governo deu não fez o piso salarial chegar nem mesmo ao salário mínimo.
Invasão
Os professores invadiram a sede da pasta por volta das 12h desta terça para exigir a
 reunião com o representante do governo do Estado. Policiais militares do Batalhão de
 Choque chegaram a lançar spray de pimenta contra os manifestantes, que, mesmo assim,
 conseguiram entrar.
Antes de ocuparem a secretaria, o grupo se reuniu nas escadarias da Alerj (Assembleia
 Legislativa do Estado do Rio) e depois seguiu em direção ao prédio onde funciona a 
secretaria, na rua da Ajuda.
Os profissionais reivindicam um reajuste salarial de 26%, a incorporação imediata da
 gratificação do Nova Escola, e o descongelamento do plano de carreira dos funcionários
 administrativo. Com essa reivindicação, de acordo com o Sepe, o piso salarial inicial de
 um professor deixaria de ser R$ 766 e passaria a R$ 1.080.


O Sepe conseguiu na Justiça uma liminar no último dia 7 que impede que o governo 
estadual desconte os dias não trabalhados nos salários dos profissionais de educação,
 que estão em greve desde o início de junho. A decisão pede também que o dinheiro, 
que eventualmente tenha sido descontado, seja devolvido.
Na semana passada, os professores fizeram uma manifestação que reuniu cerca de 
4.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, no Largo do Machado, na zona sul do Rio. 
De lá, eles seguiram até o Palácio Guanabara, sede do governo estadual, e retornaram
 para Laranjeiras, onde, em assembleia, decidiram manter a greve.

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