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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

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Faltam professores, mas sobram notas em Ciep

Estudantes do Colégio Mário Lima, em São João de Meriti, não tiveram uma aula sequer de Filosofia, mas no boletim aparece 5 como resultado das provas bimestrais

Rio - Além de sofrerem com a greve de professores iniciada em 7 de junho, os alunos da rede estadual são prejudicados pela escassez de mestres no ano letivo. Mesmo com o buraco na grade horária, os boletins são completados com notas 5 (média para passar de ano) em ‘disciplina-fantasma’ — que nem chegaram a estudar. É o que ocorre no Ciep Mário Lima, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Um professor da unidade está inconformado: “Estão maquiando a realidade. Se a escola está ruim no Ideb, temos que melhorar, mas não inventando nota”, disse o mestre, que não se identificou. Em 2009, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado pelo Ministério da Educação para medir a qualidade das escolas, foi 1,9 nesse Ciep. A escala vai até 10.
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Rayza Souza, 17 anos, aluna do 2º ano do Ensino Médio do Ciep Mário Lima, está indignada com a nota em disciplina sem aulas: ‘É um absurdo!’ | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Sem aula de Filosofia desde o início do ano, alunos dos 2º e 3º anos do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) foram surpreendidos com média 5 na disciplina. “As notas das provas nem foram lançadas, mas aparece a de uma disciplina em que nem tenho professor. É um absurdo!”, lamentou Rayza Souza, 17, do 2º ano.
Cursando o 3º ano do EJA, Paulo Santos, 18, recebeu boletim com nota fictícia: “Até hoje não sei o que é Filosofia”. A Secretaria de Educação afirma não ter orientado a escola a tomar essa medida e enviou equipe à unidade para apurar a denúncia além de prometer lançar as notas corretas. Se comprovada a fraude, o responsável será punido, garante. Procurada, a direção da escola não quis comentar.
Alunos do EJA poderão ficar sem aula após o recesso
Alunos dos cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) de 285 escolas da rede estadual não poderão renovar suas matrículas enquanto não acabar a greve dos professores. A decisão de suspender a pré-matrícula foi tomada pela Secretaria de Educação.
No total, 4.687 estudantes poderão ficar sem aula. O problema é que nessas escolas há, pelo menos, um professor em greve e isto impede o lançamento de todas as notas finais.
Os alunos do EJA, o antigo Supletivo, completam o Ensino Médio em um ano e meio — cada semestre corresponde a um ano do curso regular. Segundo o governo, só 2% dos professores aderiram à greve.
Professores se reúnem hoje, às 14h, em assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, para decidir se mantêm a paralisação que já dura 67 dias.

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