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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

IBGE: metade dos brasileiros tem renda per capita de até R$ 375

IBGE: metade dos brasileiros tem renda per capita de até R$ 375
16 de novembro de 2011 • 10h27 •  atualizado 13h24


Desigualdade de renda segue acentuada no País
Desigualdade de renda segue acentuada no País
Foto: EFE

Apesar da tendência de redução da pobreza observada nos últimos anos, dados do Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a desigualdade de renda ainda é bastante acentuada no País. Embora a média nacional de rendimento domiciliar per capita fosse de R$ 668 em 2010, 25% da população recebia até R$ 188, e metade dos brasileiros recebia até R$ 375, menos do que o salário mínimo naquele ano (R$ 510). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira pelo IBGE.
Em 2010, a incidência de pobreza era maior nos municípios de porte médio (de 10 mil a 50 mil habitantes), independentemente do indicador de pobreza monetária analisado. Enquanto a proporção média de pessoas que viviam com até R$ 70 de rendimento domiciliar per capita naquele ano era de 6,3%, nos municípios com 10 mil a 20 mil habitantes, essa proporção era duas vezes maior.
Enquanto cerca da metade da população urbana recebia, em média, até R$ 415, nas áreas rurais esse valor era de aproximadamente R$ 170. Como os dados sobre rendimento ainda são preliminares, consideram-se apenas pessoas e domicílios com declaração de rendimento positivo, excluindo aqueles com renda zero ou sem declaração. Nos municípios com até 50 mil habitantes, predominou o valor de até um salário mínimo para 75% da população. Já nos com mais de 500 mil habitantes, metade da população recebia até R$ 503. O rendimento médio domiciliar per capita nestes municípios mais populosos era R$ 991, mais de duas vezes superior ao observado nos municípios de até 50 mil habitantes.
Entre as capitais, mantém-se a tendência histórica de melhores níveis de rendimento domiciliar per capita nos Estados das regiões Sul e Sudeste. Florianópolis (SC) registrou o maior valor (R$ 1.573), com metade da população recebendo até R$ 900, seguida de Vitória (ES), cujas cifras eram de R$ 1.499 e R$ 755, respectivamente. Em 17 das 26 capitais, 50% da população não recebia até o montante do salário mínimo. Os valores dos rendimentos domiciliares per capita médios de Macapá (AP), Teresina (PI), Manaus (AM), Rio Branco (AC), São Luiz (MA), Maceió (AL), Boa Vista (RR) e Belém (PA) representavam 40% do rendimento observado em Florianópolis. Em Macapá, pior situação entre as capitais, o rendimento médio domiciliar per capita era de R$ 631, com 50% da população recebendo até R$ 316.
No Brasil, em termos de rendimento total (trabalho, aposentadorias, pensões, transferências etc.), os homens recebiam em média 42% mais que as mulheres (R$ 1.395 contra R$ 984) e metade deles ganhava até R$ 765, cerca de 50% a mais que metade das mulheres (até R$ 510). Nos municípios com até 50 mil habitantes, os homens recebiam, em média, 47% a mais que as mulheres: R$ 903 contra R$ 615. Nos municípios com mais de 500 mil habitantes, os homens recebiam, em média, R$ 1.985 e as mulheres, R$ 1.417, uma diferença de cerca de 40%.

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