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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Para quem curte História da Religião!!! Vídeos!!

TABERNA DA HISTÓRIA



Posted: 27 Dec 2011 12:00 PM PST
- Não creio que a tumba em Talpiot seja a tumba de Jesus de Nazaré e sua família.- Não vejo nenhuma credibilidade na probabilidade de 600 para 1 sugerida na identificação da tumba de Talpiot com a...
Posted: 27 Dec 2011 09:15 AM PST
Não era de surpreender que um programa de duas horas que sugeriu entre outras coisas que Jesus e Maria Madalena eram casados e tinham um filho gerasse controvérsia. Meu colega Tom Bettag e eu...
Posted: 27 Dec 2011 06:30 AM PST
Análises científicas realizadas em ossuários de pedra calcária e evidências físicas encontradas em uma tumba de dois mil anos, em Talpiot, Jerusalém, indicam que essa sepultura pode ter contido os...
Posted: 27 Dec 2011 01:10 AM PST
Ese especial acompanha três homens que dizem ser Cristo em seu retorno à Terra. Canal: National Geographic Channel (Brasil) Duração: 45 minutos Idioma: português Codec: Dvix Formato do Vídeo:...


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Saiba como disputar uma vaga pelo Sisu

Sistema de seleção que distribui vagas pela nota do Enem abre inscrições dia 7: confira cronograma completo

iG Brasília | 21/12/2011 19:43 - Atualizada em 26/12/2011 12:46

As inscrições para as 108.552 vagas de universidades públicas que serão oferecidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) estarão abertas a partir do dia 7. No entanto, ainda nesta segunda-feira, em horário ainda não definido, os estudantes poderão entrar no sistema e conferir em quais cursos há vagas. Noventa e cinco instituições selecionam estudantes pelo sistema para 3.327 cursos.
Para não se perder nas datas e saber direitinho como concorrer a uma delas, o iG preparou um guia com todos os passos e datas. Somente os estudantes que participaram da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem se candidatar às vagas pelo sistema, que é gerenciado pelo Ministério da Educação.
As inscrições começarão à meia-noite do dia 6 e vão até 12 de janeiro. Não há intervalos no funcionamento do site. Para se inscrever, o estudante deve utilizar o número de inscrição e a senha do Enem 2011.
No sistema, cada aluno deve escolher dois cursos em ordem de prioridade. Ao longo do período de inscrições, as opções podem ser alteradas pelos candidatos. Diariamente, ele pode conferir as notas de corte para cada graduação. O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de janeiro. 
 

Brasil fecha 2011 como a sexta maior economia do mundo

Brasil fecha 2011 como a sexta maior economia do mundo

Segundo o jornal inglês "The Guardian", País superou o Reino Unido; EUA e China lideram ranking

iG São Paulo | 25/12/2011 22:56 - Atualizada em 26/12/2011 12:35
O jornal britânico "The Guardian" informa na edição desta segunda-feira que o Brasil superou o Reino Unido e se tornou a sexta maior economia do mundo. O levantamento publicado pelo jornal foi feito pelo Centro para Pesquisa Econômica e de Negócios (Centre for Economics and Business Research).
Agora, o ranking das maiores economias é liderado pelos EUA, seguido por China, Japão, Alemanha e França. O Reino Unido ocupa o sétimo lugar.
Leia também: 
Segundo Douglas McWilliams, presidente do CEBR, “o Brasil tem batido os europeus no futebol por um longo tempo, mas superá-los na economia é um fenômeno novo”. Ainda ao Guardian, McWilliams concluiu: “Nossos rankings mostram que os países asiáticos e os países que produzem commodities estão escalando os pontos mais altos da tabela enquanto, nós, da Europa, estamos ficando para trás”.
Entre as razões para a ascensão do Brasil, segundo o estudo, estão a crise de 2008, que dissolveu o crescimento dos países europeus em um caldeirão de dívidas, e as exportações de produtos primários, como minérios, soja e petróleo, para a China e para o Sudeste Asiático.
Porém, o Brasil não deve ficar neste posto por muito tempo. Ainda segundo o CEBR, a Índia deve pular para o quinto lugar e a Rússia, para o quarto, nos próximos dez anos. 
'Locomotiva'
O Daily Mail, outro jornal que destaca o assunto nesta segunda-feira, diz que a Grã-Bretanha foi "deposta" pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.
Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao "futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global" com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.
Um artigo que acompanha a reportagem do Daily Mail, ilustrado com a foto de uma mulher fantasiada sambando no Carnaval, lembra que o Império Britânico esteve por trás da construção de boa parte da infraestrutura da América Latina e que, em vez de ver o declínio em relação ao Brasil como um baque ao prestígio britânico, a mudança deve ser vista como uma oportunidade de restabelecer laços históricos.
"O Brasil não deve ser considerado um competidor por hegemonia global, mas um vasto mercado para ser explorado", conclui o artigo intitulado "Esqueça a União Europeia... aqui é onde o futuro realmente está".
A perda da posição para o Brasil é relativizada pelo Guardian, que menciona uma outra mudança no sobe-e-desce do ranking que pode servir de consolo aos britânicos.
"A única compensação (...) é que a França vai cair em velocidade maior". De acordo com o jornal, Sarkozy ainda se gaba da quinta posição da economia francesa, mas, até 2020, ela deve cair para a nona posição, atrás da tradicional rival Grã-Bretanha.
O enfoque na rivalidade com a França, por exemplo, foi a escolha da reportagem do site This is Money intitulada: "Economia britânica deve superar francesa em cinco anos".
(com BBC Brasil)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Vocês podem dizer o que quiserem, mas neste ponto eu concordo com ele!!!

Que porra é essa, nós pagamos as contas e o Estado decide o que temos que fazer com eles?
Quanto mais protegemos essas crianças, piores elas estão ficando quando adultas. Apenas eu estou vendo a sociedade ficar a cada ano mais violenta?
Isso ao mesmo tempo em que os pais estão intimidados pelos filhos. Eu já vi, de perto, uma criança ameaçar chamar a polícia para o avô, pois esse último disse que iria dar uma palmada nela.
Na sala de aula, há correntes que dizem que as notas dos alunos devem todas estar de azul, pois o vermelho poderia "traumatizar" a criança. Seu pai é traumatizado? Seu pai é mais ou menos violento do que você? Alunos estão atacando professores todos os dias, não falo só de violência física, mas também simbólica.Principalmente simbólica. Se já não respeitam os pais porque deveriam fazer isso com os professores, que são pagos para ensinar, sobre tudo, disciplina, aos jovens.

A Xuxa apoia esta merda porque não é ela quem cuida da filha, nunca cuidou. Tem um batalhão de empregadas que moram na Baixada para cuidar e lidar com o chiliques da filha. Sou mais um voto contra esta lei absurda.

Fábio Souza Lima


Deputado Bolsonaro consegue assinaturas para impedir que ‘Lei da Palmada’ vá direto ao Senado

Lei aprovada em Comissão especial Câmara iria direto ao Senado.
O deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ) conseguiu, ontem (19/dez) de manhã, as 51 assinaturas necessárias para fazer com que o projeto da Lei das Palmadas tenha que ser votado no Plenário da Câmara dos Deputados, conforme informou a colunista do Jornal Extra, Berenice Seara.
Acordo entre o governo e a bancada evangélica estipulava que o projeto de “Lei da Palmada”, com todas as suas ameaças aos pais e mães do Brasil, deveria ir diretamente para o Senado, depois da aprovação na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, numa votação que desrespeitou a maioria dos pais e mães do Brasil, contrários a essa invasão dos direitos dos pais.
Uma enquete feita pelo Jornal Hoje da Globo, contabilizou a votação de   9.616 pessoas. 85% delas foram contra a lei e apenas 15%, favoráveis.
A votação em plenário não garante que os direitos dos pais serão respeitados, mas ali, com todos os deputados votando, a ação da sociedade  mobilizadapoderá reverter a situação.
A aprovação da Lei da Palmada pela Câmara foi causou espanto e repúdio no meio evangélico.
Para o pastor Rubens Teixeira da Assembleia de Deus, já existe previsão nas leis brasileiras para quem provoque dano físico ou psicológico em uma criança. Para ele, a lei da palmada “servirá para formar uma geração de mais delinquentes, mas irresponsáveis, mais egoístas e mais desobedientes. No futuro, “isto exigirá que o poder estatal seja mais duro, mais intolerante e mais interventor nas relações humanas”, conclui o pastor.
pastor Jorge Videira, presidente da Assembleia de Deus Óleo e Vida e professor FAECAD,  indaga: “será que leis criadas recentemente, tem o direito de mudar as leis milenares do Criador? Aqui não estamos tratando de leis religiosas, mas de leis sociais que durante milênios formaram a consciência do mundo. A família é a base da sociedade e o respeito que os filhos tem que ter em relação aos pais precisam ser preservados. É responsabilidade dos pais a educação dos filhos e o governo não tem o direito de mexer nisto”.
pastor Silas Malafaia escreveu em seu perfil do Twitter quatorze mensagens e referências bíblicas que enfatizam a correção dos filhos.
Mostrando seu  descontentamento com a aprovação da mesma,  prometeu ‘descer o bambu’ no dia 24 de dezembro,  através do Programa Vitória Em Cristo exibido pela Rede TV, às 09h30min.
“Essa lei da palmada é mais uma palhaçada de deputado que não tem o que fazer e não entende nada de educação de filho”, desabafou o pastor.
-- 
Fábio Souza Lima
Profº de Filosofia e História
I.E. Carmela Dutra e C.E. Olegário Mariano

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

sábado, 17 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Educadores lançam manifesto contra o fechamento de escolas no meio rural

Educadores lançam manifesto contra o fechamento
de escolas no meio rural

Descrever a img desde que não seja apenas ilustração
Um grupo de professores, intelectuais e entidades da área da educação assinaram manifesto lançado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na sexta-feira 14 de outubro. O documento denuncia o fechamento de 24 mil escolas no meio rural e cobra a implementação de políticas para o fortalecimento da educação do campo.
“Fechar uma escola do campo significa privar milhares de jovens de seu direito à escolarização, à formação como cidadãos e ao ensino que contemple e se dê em sua realidade e como parte de sua cultura. Num país de milhares de analfabetos, impedir – por motivos econômicos ou administrativos – o acesso dos jovens à escola é, sim, um crime!”, denuncia o documento.
Entre 2002 e 2009, mais de 24 mil escolas em áreas rurais foram fechadas, de acordo com dados do Censo Escolar do Inep, vinculado ao MEC.
O manifesto é assinado pela filósofa Marilena Chauí, professora de Filosofia da USP, por Dermeval Saviani, doutor em Filosofia da Educação e professor da Unicamp, Gaudêncio Frigotto, professor titular aposentado da UFF, e Roberto Leher, da UFRJ, entre outros.
Entre as entidades, subscrevem o documento a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Ação Educativa.
Esta é a íntegra do manifesto:

CAMPANHA FECHAR ESCOLAS É CRIME!
Mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas nos últimos oito anos 

A Educação é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal, direito de todos e dever do Estado. Entretanto, nos últimos anos, milhares de crianças e adolescentes, filhos e filhas de camponeses, estão sendo privados desse direito. 
Nos últimos oito anos, mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas. Os dados do Censo Escolar do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, do Ministério da Educação) apontam que, no meio rural, existiam 107.432 escolas em 2002. Já em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036. 
Para essas famílias camponesas, o anúncio do fechamento de uma escola na sua comunidade ou nas redondezas significa relegar seus filhos ao transporte escolar precarizado, às longas viagens diárias de ida e volta, saindo de madrugada e chegando no meio da tarde; à perda da convivência familiar, ao abandono da cultura do trabalho do campo e a tantos outros problemas. 
O resultado comum desse processo é o abandono da escola por grande parte daqueles levados do campo para estudar na cidade. É por essa razão que os níveis de escolaridade persistem muito baixos no campo brasileiro, em que pese tenha-se investido esforços e recursos para a universalização da educação básica. 
Portanto, fechar uma escola do campo significa privar milhares de jovens de seu direito à escolarização, à formação como cidadãos e ao ensino que contemple e se dê em sua realidade e como parte de sua cultura. Num país de milhares de analfabetos, impedir por motivos econômicos ou administrativos o acesso dos jovens à escola é, sim, um crime! 
A situação seria ainda mais grave não fosse a luta dos movimentos sociais do campo por políticas de ampliação, recuperação, investimentos, formação de educadores e construção de escolas no campo, importantes para reduzir a marcha do descaso dos gestores públicos para com os sujeitos do campo, mas insuficiente para garantir a universalização do acesso à educação no campo. 
Denunciamos essa trágica realidade e conclamamos os gestores públicos municipais, estaduais e federais a que suspendam essa política excludente, revertendo o fechamento de escolas e ampliando o acesso à educação do campo e no campo.
Conclamamos também a sociedade brasileira para que se manifeste em defesa do direito humano à educação, em defesa dos direitos de crianças, adolescentes e jovens do campo a frequentar a educação básica, no campo. 
Defender as escolas do campo é uma obrigação; fechar escolas é um crime contra as futuras gerações e a própria sociedade! 

Assinam 

  • Marilena Chauí - Professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) 
  • Dermeval Saviani - Doutor em Filosofia da Educação – Unicamp
  • Gaudêncio Frigotto, professor titular aposentado da UFF
  • Roberto Leher - Professor da Faculdade de Educação da UFRJ
  • Celi Zulke Taffarel - Doutora em Educação – UFBA
  • Sergio Lessa - professor do Departamento de Filosofia da UFAL
  • Elza Margarida de Mendonça Peixoto - Doutora em Educação – UFBA 
  • Attíco Chassot - Unisinos 
  • Gelsa Knijnik - Doutora em Educação – Unisinos
  • Luiz Carlos de Freitas - professor da Faculdade de Educação da Unicamp
  • Cláudio Eduardo Félix dos Santos – Doutorando em Educação, professor da UNEB 
  • Mauro Titton - Professor do Centro de Educação da UFSM
  • Daniel Cara - Cientista Político - Coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Entidades

  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
  • Ação Educativa
  • ActionAid 
  • Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) 
  • Campanha Latino-Americana da Educação - Campaña Latinoamericana por el Derecho a la Educación (CLADE)
  • Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará
  • E-Changer Brasil – Solidariedade, construção coletiva, intercâmbio entre os povos
Publicado originalmente em www.mst.org.br.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Subcapítulo 2.3 Quem tem medo do vermelho?




www.clubedosautores.com.br


Leia um subcapítulo:

Capítulo 2.3 - Quem te medo do Vermelho

THC - O EFEITO NOSTRADAMUS - O TERCEIRO ANTICRISTO

THC - O EFEITO NOSTRADAMUS - O TERCEIRO ANTICRISTO


O profeta mais controverso da História, Michel de Nostradamus, previu a chegada de três Anticristos que destruiriam a humanidade. Quem são eles? Quando chegarão e que desastres causarão? Poderemos decodificar as visões de Nostradamus para evitar um futuro Apocalipse? Pistas nos versos de Nostradamus sugerem que o primeiro Anticristo foi Napoleão Bonaparte, que semeou terror em toda a Europa. Adolf Hitler, um dos maiores assassinos da História, é claramente identificado como o segundo Anticristo. Quem será o terceiro?

Canal: The History Channel (Brasil)
Duração: 45 minutos
Idioma: Português (portuguese)
Codec: Dvix
Formato do Vídeo: 16:9
Qualidade: PDTV


Read more: http://tabernadahistoria.blogspot.com/2011/12/thc-o-efeito-nostradamus-o-terceiro.html#ixzz1fwjPMRGo

OCDE: Desigualdade de renda cai no Brasil e sobe nos países ricos

Internacional| 06/12/2011 | Copyleft 

OCDE: Desigualdade de renda cai no Brasil e sobe nos países ricos

Novo estudo da insuspeita organização, que reúne países ricos e emergentes como o México, reconhece importância do Estado para "enfrentar" mercado e reduzir diferença de renda entre as pessoas, defende que ricos paguem mais impostos e ainda pede elevação das taxas sobre propriedade e riqueza. Apesar do avanço na última década, Brasil segue entre os campeões de desigualdade.

São Paulo – A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), clube que reúne países ricos e emergentes como México, divulgou segunda-feira (5) um compêndio sobre a evolução da desigualdade de renda no mundo. O estudo “Permanecemos divididos: por que a desigualdade segue aumentando” traz três conclusões importantes:

1) A diferença da renda recebida pelos trabalhadores da OCDE aumentou na maioria dos países do grupo para o maior nível em 30 anos;

2) Na contramão, o Brasil – que não é membro da OCDE, mas também foi analisado – registrou queda da desigualdade nos últimos anos;

3) Não fosse a ação dos Estados através de suas políticas sociais, o buraco entre ricos e pobres seria muito mais profundo.

O estudo da OCDE aponta que mesmo países reconhecidos por sua igualdade, como Alemanha, Dinamarca e Suécia, enfrentam processos de concentração econômica. Nessas nações, a média da renda dos 10% mais ricos em relação àquela dos 10% mais pobres saltou de cinco para seis vezes, dos anos oitenta para cá – ou seja, a concentração aumentou 20%.

A desigualdade subiu também em países como Itália, Japão, Coréia e Reino Unido, que atingiram uma taxa de dez para um. Na direção oposta, o México assistiu a um recuo das diferenças de renda, mas continua sendo o mais desigual da OCDE – os mexicanos mais ricos ganham 27 vezes a mais do que os mais pobres.

Já o Brasil é um caso a parte. Apesar do recuo da desigualdade desde o final da década de noventa, em torno de 8,5%, os 10% mais ricos recebem em média 50 vezes mais do que a renda dos mais pobres. Entre as nações analisadas, o país só é batido pela África do Sul, onde a herança doapartheid mantém essa relação em 61 para um.

Causas e conseqüências
De acordo com a OCDE, a principal razão para a desigualdade de renda nos países do bloco é o aumento das diferenças salariais entre os trabalhadores.

A acelerada evolução tecnológica abre mais vagas para os altamente qualificados e impulsiona a elevação do salário deles, enquanto os trabalhadores com menos anos de estudos mantêm remuneração estagnada. 

"Não há nada inevitável quando se fala de desigualdade", disse o mexicano Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, na conferência à imprensa.

"Nosso relatório indica claramente que aperfeiçoamento profissional da força de trabalho é de longe o mais poderoso instrumento para combater a alta desigualdade de renda. O investimento nas pessoas deve começar na primeira infância e ser mantido na educação formal e no trabalho", completou.

A aposta na educação pode ter um viés ideológico, mas também é pragmática. A OCDE reconhece que desde os anos noventa os países do bloco reduziram benefícios sociais pagos aos trabalhadores e apertaram as regras de elegibilidade para conter gastos públicos. 

Reverter isso no atual momento da crise financeira internacional parece um caminho improvável diante das medidas já tomadas em países com Grécia, Portugal e Itália.

Mas a organização não descarta a importância estatal no combate à desigualdade. Para reforçar esse papel, defende novas políticas fiscais para que os ricos paguem mais impostos, que sejam eliminadas deduções tributárias e reavaliados as taxas sobre propriedade e riqueza.


Ranking da Anvisa aponta alimentos contaminados por agrotóxicos

Meio Ambiente| 07/12/2011 | Copyleft 

Ranking da Anvisa aponta alimentos contaminados por agrotóxicos

Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos, relativo ao ano de 2010, indica produtos com problema de contaminação. O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico no ano em questão. Dois tipos de problemas foram detectados pela Anvisa nestas amostras: presença de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou hoje (7) os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos, relativo ao ano de 2010. O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico no ano em questão. Mais de 90% das amostras de pimentão analisadas pelo programa apresentaram contaminação. No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras contaminadas foi de 63% e de 58%, respectivamente. 

Dois tipos de problemas foram detectados pela Anvisa nestas amostras: presença de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas. As amostras foram coletadas em 25 estados do país e no Distrito Federal. São Paulo foi o único Estado a não participar do programa em 2010

Outros produtos apresentaram problemas classificados como “preocupantes” pela Anvisa. Em 55% das amostras de alface e 50% das amostras de cenoura também foram encontrados sinais de contaminação. Beterraba, abacaxi, couve e mamão apresentaram o mesmo problema em 30% de suas amostras. No outro extremo, a batata foi aprovada como livre de contaminação em 100% das amostras analisadas. 

O diretor da Anvisa, Agenor Álvares, definiu assim o resultado: “São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”.

No balanço geral, das 2.488 amostras analisadas pelo programa, 28% apresentaram problemas. Deste total, em 24,3% dos casos, foi constatada a presença de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada. Em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados. “Esses resíduos indicam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança”, observa Agenor Álvares. Em 1,9% das amostras foram encontradas as duas irregularidades simultaneamente na mesma amostra.

O relatório final do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos destaca que as doenças crônicas não transmissíveis – que têm os agrotóxicos entre seus agentes causadores – são hoje um problema mundial de saúde pública. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), elas são responsáveis por 63% das 57 milhões de mortes declaradas no mundo em 2008, e por 45,9% do volume global de doenças. 

A OMS prevê um aumento de 15%, entre 2010 e 2020, dos óbitos causados por essas doenças. No Brasil, elas já representam a principal causa de óbito, sendo responsáveis por 74% das mortes ocorridas em 2008 (893.900 óbitos).

O mercado brasileiro de agrotóxicos é o maior do mundo, com 107 empresas aptas a registrar produtos, e representa 16% do mercado mundial. Somente em 2009, foram vendidas mais de 780 mil toneladas de produtos no país. Além disso, o Brasil também ocupa a sexta posição no ranking mundial de importação de agrotóxicos. 

A entrada desses produtos em território nacional aumentou 236%, entre 2000 e 2007. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o principal destino de agrotóxicos proibidos no exterior. Dez variedades vendidas livremente aos agricultores não circulam na União Europeia e Estados Unidos. Foram proibidas pelas autoridades sanitárias desses países.

(*) Com informações da Anvisa.