Rio -  Na falta de professores de Ensino Médio para disciplinas de Física, Química,Biologia e Matemática, o Ministério da Educação (MEC) pretende solucionar o déficit, no segundo semestre, com aulas gravadas e transmitidas pelo computador.
“Não temos professores disponíveis no mercado para atender a demanda. Com a educação digital pretendemos dar conta desse grande desafio que é o Ensino Médio”, reconheceu o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, após evento na Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas, ontem, no Rio.
O ministro Mercadante (à esq.) anunciou ontem os tablets na FGV | Foto: Divulgação
O ministro Mercadante (à esq.) anunciou ontem os tablets na FGV | Foto: Divulgação
O ministro afirmou que vai distribuir 600 mil tablets com projetores digitais para professores de escolas públicas em todo o País. Segundo o ministro, atualmente existem 170 mil professores que não têm formação nas matérias que lecionam.
O ministro pretende levar o programa Mais Educação, que oferece atividades extras no contraturno, para 30 mil escolas este ano. Mercadante defendeu que pelo menos 30% da arrecadação dos royalties sobre a exploração de petróleo da camada de pré-sal sejam destinados ao financiamento das áreas de educação, ciência e tecnologia.
O aumento da arrecadação seria a saída para o Plano Nacional de Educação, que eleva de 5% para 8% do Produto Interno Bruto os recursos destinados à educação. Mercadante prevê que comissão na Câmara aprove o plano até o fim do mês.
Para Nobel, ação dos pais é fundamental
Pais que participam da educação dos filhos nos primeiros três anos — estimulando leitura, conversa e jogos — contribuem para o sucesso profissional. A conclusão é do ganhador do prêmio Nobel de Economia, em 2000, James Heckman. Professor da Universidade de Chicago, ele disse ontem que o Brasil deve focar políticas públicas na primeira infância.
“Até 10 anos, a personalidade pode ser mudada. Quanto mais precoce for a intervenção maior será o custo benefício”, disse o especialista. Heckman sugeriu que se inclua no Enem avaliações não só de conhecimentos gerais, mas da personalidade dos jovens.