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domingo, 30 de dezembro de 2012

Decisão da CGU inocenta reitor da UFRJ em denúncia por desvio de dinheiro público


Decisão da CGU inocenta reitor da UFRJ em
denúncia
 por desvio de dinheiro público

Parecer final refuta acusações que sugeriam desvio de mais de R$ 50 milhões para instituição privada

O Ministro-Chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, concluiu o julgamento de processo administrativo disciplinar instaurado para apurar a gestão de recursos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A decisão, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 21, não confirma a tese de desvio de mais de R$50 milhões, cerne das insinuações indicadas no relatório de comissão da Controladoria.

O relatório da comissão apontava supostas irregularidades em convênios e contrato da UFRJ com o Banco do Brasil, firmados há cinco anos, durante a gestão do ex-reitor, Aloísio Teixeira, com interveniência da fundação de apoio da própria universidade.

“A decisão desqualifica a acusação de desvio de recursos para uma instituição privada e mostra como foram precipitadas e improcedentes as graves acusações recentes do Ministério Público, sugerindo dolo na execução dos contratos”, disse o atual reitor da universidade, Carlos Levi, pró-reitor de Planejamento durante o segundo mandato de Aloísio Teixeira.

De acordo com Levi, o parecer final da CGU confirma a tese da UFRJ de que os recursos foram regularmente aplicados através da Fundação Universitária José Bonifácio (Fujb), sempre no interesses da universidade. “Durante quatro anos, foram mais de 400 obras, reformas e reparos estruturais e cerca de mil eventos acadêmicos realizados na UFRJ. Entre as iniciativas está incluída a construção de um restaurante universitário, obra ansiosamente aguardada pela Comunidade UFRJ”, disse Levi.

O reitor reafirmou o aspecto bastante positivo deste julgamento, que refutou de forma clara as graves acusações de improbidade administrativa, não reconhecendo as imputações de aplicação irregular de recursos e de lesão aos cofres públicos.

Entretanto, ele irá recorrer da decisão anunciada pela CGU, que o multou por não ter observado normas legais e regulamentares da função pública. “Não fica claro, no parecer final, quais teriam sido as minhas eventuais falhas, no que se refere à falta de zelo e de dedicação no desempenho das minhas atribuições na administração da coisa pública”, criticou.

“Vou solicitar consulta aos autos do processo, para preparar um recurso junto à CGU. Zelo e dedicação sempre foram princípios básicos que pautaram as ações ao longo da minha vida profissional, tanto nas funções acadêmicas quanto nas responsabilidades administrativas. Essa postura tem sido reconhecida com sólido respaldo entre alunos, técnico-administrativos, professores e dirigentes da UFRJ”, disse o reitor.

Carlos Levi lembrou que o contrato com o Banco do Brasil foi firmado após ter sido apreciado, com parecer favorável, pela assessoria jurídica da UFRJ, órgão vinculado à Advocacia Geral da União.

De acordo com o reitor, por gozar de pleno amparo legal, não há como deixar de se reconhecer a autonomia das universidades para gerir recursos através de suas fundações de apoio.

“As interpretações equivocadas sugerem que os gestores das universidades estão desviando recursos públicos, geram enorme insegurança jurídica entre os reitores e ignoram que as fundações são legítimas e subordinadas a órgãos externos de controle. As suas contas são públicas. No caso da UFRJ, os investimentos são de conhecimento de toda a universidade, a sua aplicação aprovada pelos colegiados competentes e seus resultados amplamente divulgados”, afirmou.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal: um mito cristão verdadeiro


FONTE: http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2012/12/24/natal-um-mito-cristao-verdadeiro/

Leonardo Boff

Natal: um mito cristão verdadeiro

Jornal do BrasilLeonardo Boff*
Há poucas semanas, com pompa e circunstância, o atual papa mostrou-se novamente teólogo ao lançar um livro sobre a Infância de Jesus. Apresentou a versão clássica e tradicional, que vê naqueles relatos idílicos uma narrativa histórica. O livro deixou os teólogos perplexos, pois a exegese bíblica sobre estes textos, já há pelos menos 50 anos, mostrou que não se trata de um relato histórico, mas de alta e refinada teologia elaborada pelos evangelistas Mateus e Lucas (Marcos e João nada falam da infância de Jesus) para provar que Jesus era de fato o Messias, o filhode Davi e o Filho de Deus. Para esse fim, recorrem a gêneros literários que se apresentam como histórias mas que de fato são recursos literários, como, por exemplo, os magos do Oriente (representando os pagãos), os pastores (os mais pobres e considerados pecadores por estarem às voltas com animais), a Estrela e o anjos (mostrando o caráter divino de Jesus), Belém que não seria uma referência geográfica mas um significado teológico, lugar de onde viria o Messias, diferente de Nazaré, totalmente desconhecida, onde Jesus provavelmente teria nascido de fato. E assim outros tópicos como  detalhadamente analiso em meu Jesus Cristo Libertador (capitulo VIII).
Podemos dizer que face aos relatos tão comovedores do Natal estamos diante de um grandioso mito, entendido positivamente como os antropólogos o fazem: o mito como a transmissão de uma verdade tão profunda que somente a linguagem mítica, figurada e simbólica é adequada para expressá-la. É o que o mito faz. O mito é verdadeiro quando o sentido que quer transmitir é verdadeiro e ilumina toda a comunidade. Assim o Natal é um mito cristão cheio de verdade.
Nós hoje usamos outros mitos para mostrar a relevância de Jesus. Para mim é de grande significação um mito antigo, que a Igreja aproveitou na liturgia do Natal para revelar a comoção cósmica face ao nascimento de Cristo. Ai se diz: ”Quando a noite estava no meio de seu curso  e fazia-se profundo silêncio: então as folhas que farfalhavam pararam como  mortas; então o vento que sussurrava, ficou parado no ar; então o galo que cantava parou no meio de seu canto; então as águas do riacho que corriam se paralisaram; então as ovelhas que pastavam ficaram imóveis; então o pastor que erguia o cajado para golpeá-las ficou petrificado; então nesse momento tudo parou, tudo silenciou, tudo se suspendeu porque nasceu Jesus, o salvador da humanidade e do universo”.
O Natal nos quer comunicar que Deus não é aquela figura severa e de olhos penetrantes para perscrutar nossas vidas. Não. Ele  surge como uma criança. Ela não julga; só quer receber carinho e brincar. 
Eis que do presépio me veio uma voz que me sussurou: ”Oh, criatura humana, por que tens medo de Deus? Não vês que sua mãe enfaixou seu corpinho frágil? Não percebes que ela não ameaça ninguém? Nem condena ninguém? Não escuta o seu chorinho doce? Mais que ajudar, ela precisa ser ajudada e coberta de carinho; não sabes que ele é o Deus-conosco-como nós?”. E ai já não pensamos mais mas damos lugar ao coração que sente, se compadece e ama. Poderíamos fazer outra coisa diante de uma criança, sabendo que é o Deus humanado? 
Talvez ninguém tenha escrito melhor sobre o Natal que o poeta português Fernando Pessoa: ”Ele é a eterna criança, o Deus que faltava. Ele é o divino que sorri e que brinca. É a criança tão humana que é divina”. 
Mais tarde transformaram o Menino Jesus no São Nicolau, no Santa Claus e, por fim, no Papai Noel. Pouco importa, porque, no fundo, o espírito da bondade, da proximidade e do Presente divino está lá. Acertado foi o editorialista Francis Church, do jornal The New York Sun, de 1897, respondendo a uma menina de 8 anos, Virgínia, que lhe escreveu: “Prezado editor: me diga de verdade, o Papai Noel existe?”. E ele sabiamente respondeu:  
“Sim, Virgínia, Papai Noel existe. Isto é tão certo quanto a existência do amor, da generosidade e da devoção. E você sabe que tudo isto existe de verdade, trazendo mais beleza e alegria à nossa vida. Como seria triste o mundo se não houvesse o Papai Noel! Seria tão triste quanto não existir Virgínias como você. Não haveria fé das crianças, nem a poesia e a fantasia que tornam nossa existência leve e bonita. Mas para isso temos que aprender a ver com os olhos do coração e do amor. Então, percebemos que não há nenhum sinal de que o Papai Noel não exista. Se existe o Papai Noel? Graças a Deus, ele vive e viverá sempre que houver crianças grandes e pequenas, que aprenderam a ver com os olhos docoração”.
Nesta festa, tentemos olhar com os olhos do coração, pois todos fomos educados a olhar com os olhos da razão. Por isso somos frios. Hoje vamos resgatar os direitos do coração: deixar-nos comover com nossas crianças, permitir que sonhem, e nos enchermos de estremecimento diante da Divina Criança que sentiu prazer e alegria ao decidir ser um de nós. 
* Leonardo Boff, teólogo e filósofo, é escritor. -  lboff@leonardoboff.com

FONTE: http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2012/12/24/natal-um-mito-cristao-verdadeiro/


sábado, 15 de dezembro de 2012

Veja as principais profecias para o fim do mundo que falharam


Veja as principais profecias para o fim do mundo que falharam






A data 21/12/2012 é carregada de expectativa e uma certa tensão por conta de uma interpretação do calendário da civilização maia.

De acordo com este povo pré-colombiano, que tinha uma concepção cíclica do Cosmo, esta data encerraria o fim de uma era, iniciada em 1618. A interpretação do calendário maia tomou ares de profecia em que o fim do mundo foi proclamado.

Desde os tempos mais remotos, a humanidade prevê o fim do planeta. Teorias do apocalipse surgiram na esteira de diversas religiões e filosofias.

Muitas foram as análises religiosas, astrológicas e até científicas que tentaram encontrar o dia em que a humanidade presenciaria uma catástrofe.

Porém, todas as previsões do fim do mundo caíram por terra. Além de espalhar medo, desconfiança e ceticismo, tais profecias só provam quão antiga é a ansiedade do homem em relação ao futuro.

No vídeo, veja as principais profecias sobre o fim do mundo que, por sorte, não se concretizam.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Niemeyer


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Relatório: Brasil é país com menor percepção de corrupção entre Brics

jORNAL DO BRASIL

Relatório: Brasil é país com menor percepção de corrupção entre Brics


O Brasil ocupa a 69ª posição entre os 176 países do Índice de Percepção da Corrupção em 2012, publicado nesta quarta-feira pela ONG alemã Transparência Internacional (TI). O país subiu quatro posições em relação à edição de 2011 do mesmo relatório e repetiu a posição alcançada em 2010.
Em uma escala de zero (corrupção generalizada) a cem (ausência