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sexta-feira, 3 de maio de 2013

A queima de livros pelos nazistas, em 1933


Bücherverbrennung: A queima de livros pelos nazistas, em 1933.

Esse ato tratou-se de uma ação propagandística do Partido Nazista, poucos meses após a chegada de Adolf Hitler ao poder. Em várias cidades alemãs foram organizadas queimas de livros em praças públicas, com a presença da polícia, bombeiros e outras autoridades. Tudo o que fosse crítico ou desviasse dos padrões impostos pelo regime nazista foi destruído. 

A organização deste evento coube às associações de estudantes alemãs NSDStB e a ASTA, que competiram entre si tentando provar que era melhor do que a outra. Foram queimados cerca de 20.000 livros, a maioria dos quais pertencentes às bibliotecas públicas, de autores oficialmente tidos como "pouco alemães" (undeutsch).

O poeta nazista Hanns Johst foi um dos que justificou a queima, logo depois da ascensão do nazismo ao poder, com a "necessidade de purificação radical da literatura alemã de elementos estranhos que possam alienar a cultura alemã".

Entre os livros queimados constavam obras de autores falecidos e contemporâneos, perseguidos pelo regime, muitos deles tendo emigrado. Na lista encontramos entre outros: Bertold Brecht,, Erich Kästner (que anônimo assistia na multidão),  Sigmund Freud, Albert Einstein e Karl Marx.

A opinião pública e a intelectualidade alemãs ofereceram pouca resistência à queima. Editoras e distribuidoras reagiram com oportunismo, enquanto a burguesia tomou distância, passando a responsabilidade aos universitários. Também os outros países acompanharam a destruição de forma distanciada, chegando a minimizar a queima como resultado do "fanatismo estudantil".

Como disse o poeta Heinrich Heine: "Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas."

Texto de @[100002516820907:2048:Diego Vieira]
Administração Imagens HistóricasBücherverbrennung: A queima de livros pelos nazistas, em 1933.

Esse ato tratou-se de uma ação propagandística do Partido Nazista, poucos meses após a chegada de Adolf Hitler ao poder. Em várias cidades alemãs foram organizadas queimas de livros em praças públicas, com a presença da polícia, bombeiros e outras autoridades. Tudo o que fosse crítico ou desviasse dos padrões impostos pelo regime nazista foi destruído.

A organização deste evento coube às associações de estudantes alemãs NSDStB e a ASTA, que competiram entre si tentando provar que era melhor do que a outra. Foram queimados cerca de 20.000 livros, a maioria dos quais pertencentes às bibliotecas públicas, de autores oficialmente tidos como "pouco alemães" (undeutsch).

O poeta nazista Hanns Johst foi um dos que justificou a queima, logo depois da ascensão do nazismo ao poder, com a "necessidade de purificação radical da literatura alemã de elementos estranhos que possam alienar a cultura alemã".

Entre os livros queimados constavam obras de autores falecidos e contemporâneos, perseguidos pelo regime, muitos deles tendo emigrado. Na lista encontramos entre outros: Bertold Brecht,, Erich Kästner (que anônimo assistia na multidão), Sigmund Freud, Albert Einstein e Karl Marx.

A opinião pública e a intelectualidade alemãs ofereceram pouca resistência à queima. Editoras e distribuidoras reagiram com oportunismo, enquanto a burguesia tomou distância, passando a responsabilidade aos universitários. Também os outros países acompanharam a destruição de forma distanciada, chegando a minimizar a queima como resultado do "fanatismo estudantil".

Como disse o poeta Heinrich Heine: "Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas."

Texto de Diego Vieira
Administração Imagens Históricas

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