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Breve dicionário do Mundo Árabe

Os cinco pilares do Islão:
            A Profissão de fé: “La ilaha illa Allah Mohammed rezul Allah” – “Só Alá é Deus e Maomé é seu profeta”.
            A oração; 5 ao dia (após a morte do profeta), voltado para Meca.
            O Jejum; (Ramadã)
            Zakath; (esmola obrigatória- manutenção dos custos do templo e sustento de orfãos)
            Peregrinação a Meca: (Haj).

Shailiyya: Arábia pré-islãmica; também o nome para designar o período das trevas na península arábica.

Estradas de Seda: importante rota de comércio deste produto super-valorizado que os muçulmanos intentarão em conquistar em sua primeira grande expansão.

Sedimentação ao sul: dois dos reinos que se desenvolveram no sul da península arábica, foram o de Sabá, Kataban, Kataban e dos Himiaritas.

Sira: a biografia do profeta. Mostra como Maomé foi iniciado no comércio caravaneiro e como conheceu Kadidja. Busca divinizá-lo. Maomé, nascido em 571, do clã Hachim, tribo dos Coraichitas. Idjna é um colegiado de doutores do Islão, responsável por interpretar o Corão (Sunna-Sira), assim, também se tornam responsáveis pelos caminhos do Estado muçulmano.

Hanif: como eram chamados os homens que não aceitavam o politeísmo existente na Caaba.

Hira: Por volta do ano 609, o profeta vai até este monte para meditar e recebe as primeiras revelações que incidem sobre os dois primeiros pilares da religião. Um só Deus e juízo final.

Açabyya: Solidariedade entre os árabes. O profeta tenta unir os povos árabes, avisando sobre o juízo final. Alerta que os árabes se sedimentaram e perderam a solidariedade entre eles.
Árabe: Acima de tudo, um povo do deserto; beduíno. Uma sociedade clãnica, tribal, cameleira, que tem como complemento de sua economia comercial, o saque e as pilhagens a outras tribos. Tem como o chefe militar pol[itico e religioso o Sheik ou Sayyd.
Arabofe: são os árabes que se sedimentaram e constituíram cidades como as do sul da península arábica (Sabá e Himiaritas).

Sarracenos: aqueles que vivem em tendas.

Caaba: teria sido o primeiro templo construído para Deus. Onde após isso, os homens teriam profanado-a com a colocação de ídolos no templo. Construído por Abraão e Ismael.

Malá: Órgão que dirigia politicamente a cidade de Meca.

Hégira: depois de pressionado para deixar Meca (622), o profeta vai para Iatrib (Medina). A migração inicia a era islâmica. É a partir daí que o profeta cria uma comunidade político-religiosa, com o nome de “Umma”, que será o embrião do Estado muçulmano. Esta conformação é considerada modelo para o Estado islâmico, pois sobre tudo, cria um Estado indissociável da Religião. Maomé é visto pelo clã que controla Iatrib (Medina), como homem capaz de arbitrar as divergências entre árabes e judeus. Contudo, após um breve período de tempo, Maomé é acusado de não entender a Torá e se afastar da palavra de Deus. Maomé vira-se então para os beduínos, com intuito de se fortalecer político-economicamente. Assim, começa a pregar a luta pela salvação em Alá (Jihad). Maomé abençoa a forma de vida nômade de saques e pilhagens para complemento da economia, ao mesmo tempo em que persegue e massacra os judeus que não se convertem (622-630) durante a conquista de Meca. Como só o chefe do Estado Islâmico tem a prerrogativa de decretar a Jihad, Momé o faz contra Meca, que por conta da Caaba, mostra-se mais importante aos muçulmanos do que Jerusalém. Através de saques as caravanas vindas de meças (Corichitas ou mequences), o profeta consegue um tratado que permite que pregue na cidade. Como era uma cidade de grande importância econômica, outras cidades que comercializavam com ela, também se converteram ao islamismo. Ainda assim, outras cidades preferiram continuar com suas crenças e pagar impostos mais pesados para serrem aceitos pelos muçulmanos (Dimis). Desta forma, todo muçulmano deve fazer pelo menos uma perigrinação a Meca (Haj). Através de sa

Jerusalém: Durante as revelações, o profeta monta em um cavalo alado que o leva até Jerusalém. Na cidade, no templo de Salomão, abre-se uma escada que o leva a conhecer, guiado por Jubrid (Gabriel), os 7 céus. No último céu, Maomé fala com o próprio Deus. No primeiro, mais baixo, vê o guardião das portas daquele céu uma anjo (Djins (também identificados como forças da natureza)) chamado Ibilis (diabo), que guarda um lugar parecido com o purgatório para aqueles que não seguiram os pilares islâmicos.

Profissão de fé: recitar a frase: “Só existe um Deus e Maomé é seu Profeta” (Sharada). Outra profissão de fé é a oração, que antes da morte do profeta era feita três vezes ao dia, depois passou a ser feita cinco vezes. A direção dessas orações (Quibla), anteriormente era feita para Jerusalém, o profeta visava ganhar a simpatia dos judeus, depois passou a voltar-se para Meca. Para rezar é necessário que o muçulmano esteja limpo. Essa limpeza (ablução), em menor grau, deve contemplar as mãos e os pés. A ablução completa, se o muslin tiver feito sexo, deve ser feita com um banho.

Ramadã: mês em que os muçulmanos fazem jejum até o aparecimento da primeira estrela no céu (anoitecer). O mês comemora o recebimento da revelação, através do profeta.

Zakat: esmola obrigatória com o qual são pagos os custos da organização dos cultos e sustento dos órfãos. Por outro lado, a Zakat não substitui a Sadaqa, esmola livre que deve ser dada aos mais necessitados.

O CalifadoLegítimo”: foram considerados legítimos os quatro califas, parentes de Maomé, que assumiram o posto após a sua morte. Abu Beck, o primeiro, implementou a Jihad para fora da penísula islâmica, conquistando (632-650) as regiões que vão desde a Pérsia, passando pela Síria até o Egito e norte da África. Desta forma, a conquista de regiões economicamente mais interessantes aos muçulmanos, a região do Hedjaz (eixo econômico entre Meca e Medina), perde importância em comparação a Damasco, que propiciava o comércio no Mar Mediterrâneo. Depois de Omar, o terceiro Califa, Otmã, já recebe o mundo árabe com toda a expansão consolidada e sua principal novidade é a criação a Shura, um colegiado de 6 membros responsável por eleger um novo Califa após sua morte. Otmã e Ali submentem-se a Shura e Otmã é escolhido. Os ataques a Stambul começam. Otmã é assassinado e Ali assume sob suspeitas de seu assassínio.

Moaviá: após Ali assumir o califado, resolve tirar do poder todos os antigos chefes e colocar outros em quem confiasse. Moaviá, de Damasco, representando os novos interesses dos muçulmanos que queriam ampliar o lucrativo comércio no Mediterrâneo, declara-se um ovo califa e implementa a Jihad contra Ali. Embora os exércitos de Ali consigam muitas vitórias sobre Moaviá, ocorrem muitas divisões em suas forças. Um armistício é proposto, mais tarde, também é proposta uma arbitragem para a decisão de quem ficaria no comando do Estado muçulmano. Ali é assassinado por uma das facções insatisfeitas pelo califa ter aceitado a arbitragem (Xiitas). Daí então, Moaviá é sagrado califa e Ali, postumamente, é acusado da morte de Otmã. Moaviá, com apoio dos sunitas, define Damasco como centro político-econômico do mundo muçulmano, realizando a expansão comercial para o Mediterrâneo.

Xiitas: Discidentes do califado de Ali, que se submete a uma arbitragem contra Moaviá, que não faz parte da família de Maomé. Os xiitas crêem apenas em um parente de Maomé como líder do Estado muçulmano.

Sunitas: Seguidores da Suna (tradições orais e escritas que guiam os direitos dos muçulmanos), acreditam que qualquer muçulmano poderá ser califa, desde que promova a união dos povos árabes.


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