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Debate sobre Gordon Childe. Evolução Cultural do Homem

Rio de Janeiro, 16 de junho de 2002.


Aluno: Fábio Souza C. Lima.

Relatório do debate sobre Gordon Childe.

Evolução Cultural do Homem


         05/06/2002
         Para iniciar o debate, foram destacadas informações sobre a vida, a carreira, as obras, idéias e conceitos de Gordon Childe. Apesar de ser muito difícil rotular o autor, pôde ser definida a sua influência marxista no início de seu trabalho. Não obstante, a principal característica era a forma difusionista com que suas obras eram criadas “O oriente como centro de difusão populacional”. Foram destacadas as suas principais obras; Man makes him self, de 1936 e new ligth on the most orient east, de 1934.
         Ainda nesta aula, foi debatida a sua preocupação com o social, as suas pretensões de mostrar a pré história e tornar a arqueologia acessível a todos.
         Finalizando, a sua morte ainda foi tema de discussão, utilizando-se de fontes diferentes, os alunos apresentaram versões díspares de como ele poderia ter morrido; se através de suicídio, por não suportar viver tendo sua funções físicas e intelectuais defasadas pela idade; ou simplesmente um acidente comum, em uma queda de uma ribanceira.
         07/06/2002
         Foram abordadas as pré-condições para a realização da revolução neolítica, assim como a sua importância para a sobrevivência e multiplicação para nossa espécie. O controle da agricultura e pecuária, permitindo a mudança da prática nômade em função da sedentarização, gerando aumento populacional. As formas de cultivo -por alto- da terra. Os limites do homem devido a sua grande dependência da natureza -quanto a caça por exemplo-, que limitava a quantidade de indivíduos. Os principais vestígios encontrados que provam o processo de sendentarização do homem; o aumento populacional, atestado através da maior quantidade de corpos encontrados em cemitérios.
         A inicialização de um comércio entre tribos. O domínio da agropecuária aos poucos gerando excedentes, essas ‘sobras’ começaram a ser trocadas com outros povos esporadicamente. A aula foi finalizada com a consideração de que o homem do neolítico era auto-suficiente e sua cumulação de conhecimentos já se estendia até a indústria têxtil e de cerâmica.
         12/06/2002
         A principal questão desse dia, através da questão número “3.5”, foi local exato do aparecimento da agricultura, se no Egito ou na Palestina e como era feita essa agricultura. A horta ou enxada, que consistia em escavar com uma enxada ou vara, qualquer área, semeá-la e colher. O terreno não era descansado, então logo o terreno se exauria. E a forma da enchente, em que a tribo esperava o período de precipitação fluvial, em que as terras são umidecidas naturalmente e a tribo logo depois plantava sobre ela.
         Também foi observado que apesar de ser chamada revolução neolítica, a civilização da época não pode ser caracterizada como ‘civilização neolítica’. Foi discutida a diversidade das culturas, através da diferenciação de técnicas, métodos e linguagens. Foi sentenciado como justificativa, o isolamento geográfico, ora pela auto-suficiência oura pelo medo de mudanças.
         Ainda assim, a questão “3.8” abordou a questão da religiosidade dentro a aldeia neolítica. Foi acordado que a função de mágico-religioso era muito importante -ao ponto de ser considerada uma função especializada-, por que o homem ainda era muito dependente da natureza e qualquer um que pudesse interpretar a ‘vontade’ dos ‘deuses’ e realizar um sistema de magia que controlasse os ventos e a chuva, era bem apreciado pela população.
         14/06/2002
         No último dia de debate, as questões do capítulo 6 -Prelúdio à Segunda Revolução- relatavam e cobravam justificativas para o rápido progresso do conhecimento, e a grande quantidade de descobertas e inovações da época. Algumas inovações foram citadas, como a utilização da força do boi e dos ventos, o invento do arado e do tijolo. Foram citados mais profundamente, os fatores que contribuíram para a sedentarização do homem na terra, como: o trabalho que a tribo teve para tornar o local habitado, apegando-se ao local; a dogmatização da terra, tornando-a uma herança sagrada e a dificuldade de se conseguir novas terras que fornecessem fontes de água. E o isolamento econômico, através da prática do comércio que se tornou cada vez mais comum.
         A última questão, tratava da organização da sociedade dessas aldeias. Apesar da discussão sobre a posição que o mágico-religioso teria nessa organização, foi acordado que simplesmente seria: escravos, camponeses, aristocracia e rei.



Sobre o capítulo 7 (A Revolução Urbana, p.142): Restantes:

5.2. “Na esfera econômica, os resultados da segunda revolução no Egito, Mesopotâmia e Índia fora, semelhantes, mas somente de forma abstrata. Concretamente seus resultados foram espantosamente diferentes em diversas área. Os detalhes não só das estruturas econômicas, mas também dos sistemas políticos e religiosos que nelas se baseiam, divergem evidentemente.” Explique exemplificando tal consideração.

Resposta: A baixa Mesopotâmia é uma unidade geográfica, dependente, para sobrevivência, das águas de seus dois rios, e para uma vida civilizada, da importação de substâncias exóticas de fontes comuns. Nessas adjacências, ocorreram diversas guerras pelo controle da das cidades e aquisição de uma hegemonia sobre elas. O Egito, depende menos completamente das importações exteriores do que a Mesopotâmia. Em particular, o abastecimento local de excelente pederneira tornou o metal menos essencial para finalidades industriais (a pedra ainda era usada pelos artesãos e agricultores egípcios mil anos após os babilônios já utilizarem o metal para o mesmo). Assim, as reservas necessárias para transformação do sistema econômico não foram acumuladas nos templos de uma divindade comunal, mas nas mãos de um monarca que já se havia colocado acima da sociedade de onde surgira.
         O rei virou o faraó, através de Menes que unificou o alto e o baixo Egito, tendo então recursos estupendos sob seu poder. É claro que o faraó não conseguia a obediência conferindo a seus súditos apenas bênçãos fictícias. Sua autoridade era consolidada por benefícios econômicos concretos proporcionados ao seu reino. Foram essas fatores que promoveram o extraordinário aumento da riqueza e população.


5.3. Como se explica tal paralelismo e a consecutiva difusão das práticas culturais urbanas?

Resposta: A civilização não foi simplesmente transplantada  de um centro para outro, mas foi, em cada caso, um crescimento orgânico com raízes no solo local. Assim o Egito, Suméria e Índia não se tinham isolado ou eram independentes, antes da revolução. Todos partilhavam mais ou menos, de uma tradição cultural, comum para a qual haviam contribuído. Essa tradição se manteve e enriqueceu por um intercâmbio contínuo, envolvendo uma troca de mercadorias, idéias e artesãos.

5.4. Arrole, justificando, três grandes mudanças culturais próprias da Revolução Urbana.


Resposta: A difusão da economia urbana, representou novas oportunidades de ganhar a vida, para tanto foi preciso uma maior especialização através da fomentação do comércio. Fim da auto-suficiência econômica, apartir de então, cidades como Bíblos devia sua prosperidade à produção para o mercado externo. Com freqüência, a Segunda revolução foi propagada pela violência e imposta pela força do imperialismo, tendo como exemplo, a difusão da escrita egípcia através das conquistas egípcias. 

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