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I – No início era o mito

I – No início era o mito
“Para cada filósofo, Deus é da sua opinião”. Fernando Pessoa
Num primeiro momento da história da humanidade, as tentativas de explicação de fenômenos naturais como a chuva e o crescimento das plantas, não contavam com experimentos, grandes pensadores ou mesmo cientistas. Ao invés de responder aos jovens com um discurso repleto de argumentos, que poderiam ser experimentados por qualquer um, neste período era comum contar uma história fantástica para dar fim aos questionamentos.
A palavra mito, até os séculos IV e V a. C., tem um peso diferente do que damos a ele hoje. Sua origem, do grego mythos, tem como significado narrar, contar, anunciar... O mito, portanto, constitui-se como uma narração de alguma coisa a alguém. Essa narração é sempre de uma história sagrada, de um tempo primordial, baseados em histórias contadas oralmente. Assim, o mito perfaz o princípio de alguma coisa, usando para isso entes sobrenaturais, com façanhas fabulosas.
Os narradores dessas histórias são os poetas-rapsodo e poetas-aedo. O primeiro declamava poemas em pé, sem o auxílio de instrumentos, enquanto que o segundo era acompanhado de um instrumento chamado de forminx. Eram Homens considerados como “escolhidos pelos deuses”, cujo pensamento não tinha compromisso com a lógica ou razão, mas suas palavras tinham a força da verdade absoluta, pois as coisas que ele diz, os mythos, são sagrados, incontestáveis, inquestionáveis.

Essas gêneses ou genealogias (origem das coisas), são chamadas de cosmogonias ou teogonias, pois, apresentam-se como uma tentativa de uma organização do surgimento de todas as coisas do mundo. As mais famosas obras são a Teogonia de Hesíodo e a Ilíada de Homero. Titãs, deuses, semideuses e herois frequentam esses poemas, envolvidos em guerras e conflitos pessoais que ajudam a explicar o cotidiano dos gregos.


Fábio Souza Lima

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