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Resenha - A história ilustrada da ciência, da universidade de cambridge, de Colin A. Ronan

A história ilustrada da ciência, da universidade de cambridge, de Colin A. Ronan


         O texto de Ronan, fala sobre o renascimento e a revolução que gerou a moderna concepção científica. A adoção de novos e mais detalhados critérios, simplificação, padronização, uniformização e vulgarização de tudo que se envolvia em ciência. Enfim, uma total ruptura com os dogmas religiosos e com o modelo antigo de fazer ciência.
         Talvez, seja a imprensa o maior fator de sucesso de toda essa revolução. A invenção da imprensa do tipo móvel de Johannes Gutenberg, foi decisiva na propagação dos ideais renascentistas graças a baixa dos custos de cópias de livros e folhetins.
         Ronan destaca as diversas mudanças que ocorreram em vários setores da ciência como por exemplo: a biologia; botânica e zoologia com o surgimento de vários livros e o aperfeiçoamento das técnicas e métodos de estudo; a ciência médica e as mudanças que começaram a ocorrer com a infiltração de textos da medicina muçulmana no ocidente; na química, antes chamada de alquimia, que preservava um hermetismo muito forte, passou a melhorar sua aparelhagem e instituir princípios universais para que todos os químicos pudessem se entender e a física, com a introdução de novos instrumentos e a abstração, o heliocentrismo, o magnetismo, a óptica e outras descobertas e desenvolvimentos; a matemática e a astronomia.

         Os séculos XVII e XVIII caracterizam-se pelo rompimento com os últimos vestígios do universo aristotélico, a matemática torna-se um ferramenta cada vez mais essencial. Houve também um desenvolvimento considerável no projeto e na fabricação de instrumentos científicos, era necessário um equipamento especializado e de extrema precisão. Os instrumentos eram cuidadosamente comparados um com o outro e se fazia anotações dos erros inerentes a cada instrumento. Era um procedimento inteiramente novo. Baseava-se no princípio de que nenhum instrumento de medição, por mais cuidadoso que tivesse sido feito, é perfeito; algum erros era inevitável. Verificou-se que um pequeno erro coerente e inerente não tinha importância, desde que fosse conhecido e se fizesse sua compensação . Absorver esse princípio e agir no sentido de anular seus efeitos constituiu um inovação vital. Desde então, a precisão, padronização, sistematização e continuidade foram cada vez mais acentuadas e utilizadas. Esse é o novo padrão de ciência mundial.

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