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Sobre a filosofia de Locke

A FILOSOFIA DE LOCKE
Tanto Berkeley quanto Hume, concentram seus trabalhos na tentativa de refutar a teoria de abstração de Locke. Este último, diz que a capacidade de formar ‘idéias gerais’ ou abstrair é exclusiva ao ser humano, pois diz respeito a um grau de excelência que os outros animais não alcançam. A teoria da abstração de Locke aponta um processo de transformação de idéias particulares em gerais pelos seres humanos. Tal transformação decorreria da finitude da mente humana, pois se não fossem criadas idéias gerais, a mente deveria criar um nome para cada coisa descoberta. Seu processo consiste na retirada de características gerais de um determinado objeto particular, que possam servir a outros objetos semelhantes encontrados futuramente, para a sua posterior constituição em uma idéia geral.
A filosofia de Locke propõe a idéia de que o homem nasce uma folha em branco, cabendo às experiências internas e externas a sua formação intelectual. As experiências admitem as idéias simples e complexas (particulares e gerais (abstratas)) como diferentes, porém, todas as idéias complexas podem, em última análise, ser reduzidas através da experiência, à idéias simples.
Uma idéia simples não implica logicamente em outra idéia simples (particular), também não implica, necessariamente, em uma idéia complexa. Em um hipotético objeto, a idéia que incide sobre ele é complexa. Porém, Locke aponta ser possível dividir essa idéia complexa em idéias simples através da experiência.



BARKELEY, G. Tratado sobre os princípios do conhecimento humano. Ed. Nova Cultural. São Paulo, 1989.
HUME, D. Tratado da natureza humana. Ed. Nova Cultural. São Paulo, 1989.
LOCKE, J. Ensaio acerca do entendimento humano. Ed. Nova Cultural. São Paulo, 2000.

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